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Delação é conduzida por pessoas sem preparo, diz Torquato Jardim

*ConJur O ministro da Justiça Torquato Jardim vê problemas na forma como as delações premiadas são conduzidas, por pessoas que não estão preparadas para a tarefa. A avaliação foi feita em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta segunda-feira (11/9), ao comentar o acordo de delação firmado entre os delatores Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F, com o Ministério Público Federal. “Não é possível, não seria razoável admitir, que esses dois delatores [Joesley Batista e Ricardo Saud] e outros mais tenham enganado tão bem tantos, tanto tempo. Agora foram pegos no tropeço. O triste, além de todas as consequências jurídicas para quem foi envolvido, é que a delação esteja sendo colocada em prática por pessoas que não se preparam para essa tarefa”, disse. O ministro ainda citou técnicas de leitura corporal mostradas em filmes policiais como medidas a serem adotadas. Ele também afirmou que a prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud “terá consequências graves para a credibilidade do processo” que tramita no Supremo Tribunal Federal, pois é provável “que depoimentos e provas fiquem sob suspeição de manipulação pelos agora presos”. Ainda sobre a delação, Torquato Jardim criticou os inúmeros vazamentos das informações prestadas pelos delatores. Segundo o ministro, “isso quebra a dignidade do instituto”. Questionado se o episódio coloca o MP sob suspeita, ele afirmou preferir “crer que houve só pouco preparo profissional de quem atuou”. Fonte: ConJur
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